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Conforme anunciado a apresentação oficial da obra "Terra Queimada" teve lugar no passado dia 22 de Maio.

 

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A sala apresentou-se bem composta de amigos e interessados, tendo o editor, Luís Corte-Real, explicado o processo que levou à adopção do orignal, e incluí-lo na colecção História de Portugal em Romances. 

 

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O discurso do convidado, Francisco Louçã era aguardado com grande expectativa, e aqui deixo uma súmula do mesmo:

 

Trata-se de um romance bem escrito, muito bem investigado, com a preocupação em perseguir os aspectos práticos da forma de vida das pessoas, da organização dos poderes, da comunicação num período extraordinário da vida de Portugal.

O livro começa em 1801 e usa como epicentro a vila de Almeida, cidade fortificada que ficava na rota das invasões. O romance traz-nos o contexto, explica-nos a história, recorre a personagens fortes: é isso o que se pretende dum romance. Quer-se que seja verdadeiro para as personagens: é essa a grande característica que apreciamos, a daqueles homens e mulheres cuja história é contada, que são mais do que o autor diz deles; que têm vida própria, criam acontecimentos, ultrapassam a circunstância de um enredo ficcional, que é aquilo de que partem. Este romance possui figuras fortes e histórias importantes.

(...) o final, é uma arrumação da história da qual o autor é o supremo arquitecto.

No livro percorrem-se a diplomacia e a política, as três invasões francesas, o Junot que chega a Lisboa com as caravelas inglesas, a corte em tropel a sair pela baía fora.

A inteligenzia portugesa era francófona contra o regime que era anglófilo. Os ventos da liberdade sopravam da Revolução Francesa. O exército francês era constituído por maltrapilhos, tropa de rebotalho que ocupou algumas praças. Napoleão transformou-se na desilusão da intelectualidade portuguesa.

Um livro sobre guerra tem de ser sempre um drama, uma tragédia. Não há forma de contar uma guerra se não através de um livro trágico. Este livro contém uma tragédia, com os seus momentos encantadores: as personagens amam-se, discutem, conspiram, viajam.

Ficamos perplexos ao verificar que o dobrar do tempo faz com que algumas personalidade de polos opostos tenham de se encontrar, de convergir. Partes importantes do clero têm de se aproximar dos livre-pensadores. O dobrar do tempo em que estas personalidades se encontram é a prova da tragédia.

O livro trata de um período interessantíssimo, trata-o com informação; trata-o com uma escrita cuidada, e isso é o melhor que podemos pedir à honestidade de um autor que nos ajuda a perceber as dimensões da tragédia: o rei tinha fugido, deixara ordem à regência de tudo facilitar aos franceses. Há milícias muito corajosas que chegam a combater o Maneta, porém, não havia cabeça, a elite portuguesa fugira, algo que dá para perceber porque tão cedo as ideias liberais, e mais tarde as republicanas, puderam ganhar corpo em Portugal.

 

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Coube ao autor finalizar a sessão, período aproveitado para explicar a abordagem que fez à obra, donde partiu, como chegou.

Espero que o livro venha a ter o sucesso que, suponho se justifique face à qualidade que exibe... até porque é necessário abrir caminho para novas obras que aguardam vez de aparecerem à luz do dia.

 

Notas: 

-- No facebook do autor (https://www.facebook.com/profile.php?id=100016914339238) encontram-se discriminadas as acções levadas a cabo para a promoção do livro.

-- Gostaria de salientar a presença dos "meus meninos" João e Ana Sofia Carvalho, membros do grupo "As Voltas da História", a quem daqui mando um enorme beijinho.

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publicado às 18:54



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