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Projecto pioneiro de colaboração com a Biblioteca Municipal de Cascais, destinado a contar a História da Ibéria a crianças. Os contos são apresentados sob a forma de narrativas originais ou adaptadas do nosso património histórico-cultural.

AS VISSICITUDES RELIGIOSAS
Nos finais do século III Bracara Augusta foi promovida a capital da Galécia, posição política de grande importância no mundo romano. Também a sua diocese data daquele século, sendo, por tal, contemporânea da expansão do cristianismo na Península. Embora o mito popular atribua a S. Pedro de Rates a primazia no cargo, o primeiro bispo oficialmente nomeado para Braga é Paterno, cujo nome figura nas actas do I Concílio de Toledo, realizado em 400.
Ao tempo, a diocese possuía dignidade metropolita, com jurisdição sobre o Noroeste peninsular, sendo-lhe sufragâneos os bispados de Conímbriga, Viseu, Dume, Lamego, Porto e Egitânia. O período, fértil em mártires cristãos, deixou para a posteridade os santos bracarenses Víctor, Cucufate, Silvestre e Susana.
Por altura das invasões muçulmanas, Braga foi, durante três séculos, alvo de inúmeras incursões bélicas. Perdeu importância diocesana, ficou sem bispos residentes, posto que estes se refugiaram e passaram a residir em Lugo e Mondonhedo por razões de segurança da fronteira mourisca, a mesma que já fora romana e visigótica, linha que passava por Leão, Astorga, Amaia, Pancorvo, Miranda, Ávila, Araceli e Pamplona, sempre atentamente vigiada por astúres, cantábricos e bascos. Apesar de a instabilidade política, não se perdeu o culto religioso, o qual, sempre que possível, continuou vivo, destacando-se Maximinos, S.Victor, Dume e Montélios, igrejas que, em tempo de paz, eram visitadas pelo bispo em funções. Assume-se ainda que, a par daqueles, poderá ter havido anteriormente em Braga um templo de razoáveis dimensões, centralizador da veneração pelas relíquias e recepção de dádivas dos fiéis.
A recuperação da cidade no plano civil começou a registar-se no princípio do século XI, cimentada pela conquista de Coimbra por Fernando o Magno, o que teve por consequência a deslocação para sul da fronteira com os reinos muçulmanos; a restauração religiosa ficou a dever-se à acção de Sancho II de Leão, o qual designou, em 1071, D. Pedro para o cargo de bispo responsável pela reposição da diocese bracarense.
(Continua)
Os pais / encarregados de educação das crianças envolvidas neste projecto, poderão solicitar a versão integral do mesmo através do e-mail: asvoltasdahistoria@gmail.com.
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