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E que tal se fôssemos passear a Lisboa?

por Eduardo Gomes, em 21.03.18

Conquista_de_Lisboa_(Roque_Gameiro,_Quadros_da_His

 

No último post deixei antever a possibilidade de efectuarmos um conto no exterior. Das duas alternativas iniciais, tivemos de protelar a ida a Aljubarrota por razões de impossibilidade logística em obter apoio camarário. Porém, a alma do Homem é grande. Reservaremos aquela para o próximo ciclo (a menos que, entre os interessados, encontremos uma solução...) e vamos avançar para Lisboa... ou não, pois a última palavra depende dos pais.

A proposta passa por nos aventurarmos manhã cedo, de Cascais até ao Cais do Sodré, Cata-que-farás, assim se chamava o local no medievo. Mas, como isso são contas doutro rosário, fixemo-nos no que ali nos levará: entender a extraordinária conquista de 1147, tendo por base as evidências da cerca moura de antanho. Aquela mesma que delimitava al-Usbuna. Passaremos pelas várias portas; entenderemos o que significavam; projectaremos um Tejo bem diferente do actual; visitaremos a alcáçova para concluirmos da impossibilidade de Martim Moniz se atravessar na famosa porta; daremos largas à nossa imaginação para entender os artefactos de cerco que fracassaram sucessivamente até atingirem o objectivo; e, do silêncio dos sepulcros  ali bem perto, ouviremos o susurro dos mouros: Allahu Akbar!

Acrescente-se que o novo quadro influenciará o plano dos contos relativos a Abril e Maio. No próximo mês continuaremos a cronologia histórica com a explanação de um dos mais belos relatos. Se a temátca serão os amores de Pedro e Inês, a acção decorre na fronteira castelhano-aragonesa. Perrito, o pequeno cão-pastor, será o protagonista principal. Palpita-me que vem por aí lágrima ao canto do olho. Já em Maio, avançaremos para a história da conquista de Lisboa. Objectivo? Proporcionar às crianças a possibilidade de, in loco, "ensinarem" os pais, quando aí nos deslocarmos, a 23 de Junho.

Através da Biblioteca de Cascais (como não podia deixar de ser), irão os pais dos meninos e meninas envolvidos no projecto receber a informação que aqui deixo em primeira mão. Da reacção e do interesse dos progenitores dependerá a efectividade do projecto.

Ah, é verdade! Os pais podem -- e devem -- participar... em segunda fila, pois as crianças são a razão de ser de tudo isto.

Um abraço a todos. Voltar-nos-emos a ver a 14 de Abril.

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publicado às 13:42



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